Bancários fecham as portas por tempo indeterminado
As agências bancárias de Ji-Paraná fecham as portas a partir de hoje, por tempo indeterminado.
(Josias Brito) Bancários de Ji-Paraná entram em greve por tempo indeterminado a partir de hoje (18). Cerca de mil trabalhadores estarão em estado de greve até que os bancos apresentem propostas que atendem às reivindicações da categoria. Para dialogar com a população, os trabalhadores estarão nas portas das agências e, os serviços de autoatendimento funcionarão normalmente.
A cidade possui agências do Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Banco do Brasil, HSBC e Basa, segundo representantes das agências, os bancos só voltarão após serem atendidos as reivindicações da categoria.
As principais reivindicações dos bancários, que fazem parte da Campanha Nacional são mais segurança nas agências com mais investimento, não retirada das portas giratórias, mais contratações de bancários, valorização do piso, participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 4.961,28 fixos, mais contratações e garantia contra demissões imotivadas, reajuste salarial de 10,25%, o que significa 5% de aumento real.
A paralisação geral dos serviços dos trabalhadores bancários, segundo o presidente do SEEB (Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia), José Pinheiro é culpa dos próprios bancos, que nas nove meses de negociação com o Comando Nacional dos Bancários – todas em São Paulo – disseram ‘não’ para a maioria das reivindicações e, além disso, ainda disseram que “se querem ganhar alguma coisa, que vão à greve”. “Estivemos participando de todas as nove rodadas de negociação com a Fenabran (Federação Nacional dos Bancos) e, em dado momento, chegamos a acreditar mesmo na declaração dos banqueiros de que eles queriam resolver as questões nas mesas de negociação. Discutimos os pontos específicos, como saúde, segurança, condições de trabalho, emprego e igualdade de oportunidade, e não percebemos quase nenhum avanço em nenhuma delas. Agora eles insistem com essa proposta de reajuste de apenas 6% linear (o que significa aumento real de apenas 0,58%), para todas as verbas, e isso comprova que, mais uma vez, mesmo sendo nós os trabalhadores os responsáveis pelos bilhões de lucros destas instituições, ainda assim somos desvalorizados, desrespeitados e humilhados. Portanto, esperamos que até o dia 17, dia anterior à paralisação geral, os bancos tomassem uma postura mais favorável a nós bancários, do contrário, vamos parar por tempo indeterminado”, disse o presidente.
Por Correio Popular de Rondonia
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